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Conclusão da redação: como escrever sem errar

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O que a conclusão precisa fazer

A conclusão tem duas tarefas: retomar o problema que você discutiu e apresentar uma proposta de intervenção completa. Nessa ordem, em geral. O leitor precisa sair do texto sabendo qual era o problema e o que deveria ser feito a respeito.

Na prática, quatro parágrafos funcionam bem nas 30 linhas: introdução, dois de desenvolvimento e conclusão. O Inep não exige esse formato, mas ele exige que o texto tenha proposição, argumentação e conclusão. Veja a estrutura da redação do Enem para entender como cada parte se encaixa.

Passo a passo

  1. Retome o problema em uma frase. Não copie a introdução. Diga o que você mostrou nos parágrafos de desenvolvimento, com outras palavras.
  2. Apresente a proposta com os cinco elementos. Ação é o que será feito. Agente é quem vai fazer, de preferência alguém capaz de executar. Meio é como ou por meio de quê. Efeito é o resultado esperado. Detalhamento é uma informação a mais sobre qualquer um dos outros elementos.
  3. Confira se a proposta responde ao que você discutiu. Essa é a parte que mais gente erra.
  4. Feche com a proposta. Não é preciso um parágrafo de encerramento poético depois dela.

Um exemplo, com outro tema, para você ver o encaixe. Suponha que o texto tenha tratado do descarte irregular de celulares antigos, que acumulam metais pesados em lixões e rios. Uma proposta completa poderia ser:

Cabe, portanto, ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as operadoras de telefonia, criar pontos de coleta gratuita nas lojas que vendem aparelhos, a fim de reduzir o descarte irregular e a contaminação do solo, com campanhas de conscientização nas contas dos clientes.

Repare: ação (criar pontos de coleta), agente (Ministério com operadoras), meio (nas lojas, com campanhas), efeito (reduzir o descarte e a contaminação) e detalhamento (campanhas nas contas). Tudo ligado ao problema do texto.

Erros comuns e a versão corrigida

Proposta solta, que não tem relação com o texto. Você falou de falta de informação e termina pedindo mais fiscalização. Corrija: a proposta deve atacar a causa que você apresentou. Se a causa é a falta de informação, a proposta mexe na informação.

Proposta incompleta. "Deve-se combater o problema" não tem agente, meio nem efeito. Corrija: escreva a frase com os cinco elementos. Se não cabe em uma frase longa, divida em duas, mas mantenha a ligação.

Conclusão que repete a introdução palavra por palavra. Corrija: retome a ideia, não a frase. Mude a construção e acrescente o que o texto já mostrou.

Argumento novo na conclusão. Um dado ou uma causa que aparece só aqui não foi desenvolvido e parece um recurso de última hora. Corrija: se a ideia é importante, ela já devia estar no desenvolvimento. Se não está, leve-a para lá ou deixe de fora.

Agente vago ou impossível. "A sociedade" ou "o governo" sem nenhuma especificação enfraquece a proposta. Corrija: escolha um agente concreto que possa executar a ação. Pode ser um ministério, uma escola, uma empresa, a mídia. Não é preciso citar nome de órgão específico se isso não for seguro.

Antes de passar a limpo

Leia a conclusão e pergunte: ela retoma o problema certo? A proposta tem os cinco elementos? Cada parte dela responde a algo que o texto discutiu? Se a resposta for sim às três, você está no caminho. Depois, passe a limpo com calma, porque uma letra ilegível pode prejudicar a leitura.

Se quiser testar a sua conclusão, cole o texto na correção por competências e veja como a proposta de intervenção é avaliada. Para entender a cobrança de cada parte, a página sobre proposta de intervenção detalha os elementos com mais exemplos.

A Canetada é independente e não tem vínculo com o Inep nem com o MEC. Confira datas e regras em gov.br/inep. A nota da correção é uma estimativa de treino.