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Concordância verbal na redação: regras e casos difíceis

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Concordância verbal é fazer o verbo combinar com o sujeito em número e pessoa. Se o sujeito é plural, o verbo vai para o plural. Se é "eu" ou "nós", o verbo muda de pessoa. A regra é simples, o problema é achar o sujeito em frases longas, e é aí que a maioria dos desvios aparece.

Antes de tudo, faça a pergunta certa: quem pratica a ação? Encontre esse elemento, e não a palavra mais próxima do verbo. Depois, veja em qual dos casos abaixo você está.

Quando o sujeito vem depois do verbo

Isso acontece muito em frases como "Chegaram ao local os repórteres". O verbo fica no plural porque o sujeito é "os repórteres", mesmo que venha depois. Quem escreve "Chegou os repórteres" está errando, porque ainda não percebeu que o sujeito é plural.

Quando há dois sujeitos ligados por "e"

Somados, os sujeitos pedem verbo no plural: "O professor e a aluna saíram cedo". Se os dois elementos formam uma ideia única, como "A fé e a esperança movem o grupo", o singular também aparece, e nesse caso a leitura é sua. Na dúvida, o plural funciona para qualquer caso.

Quando o sujeito é coletivo ou vem com "de"

"A maioria dos alunos chegou" é a forma mais segura, com o verbo concordando com o núcleo, que é "maioria". Já "a turma" e "o grupo", que são coletivos no singular, pedem verbo no singular: "A turma passou na prova". Escolha uma leitura e mantenha em todo o texto.

Quando aparecem "mais de um", "um dos que" ou "um ou outro"

"Mais de um candidato desistiu" fica no singular. "Um dos alunos que mais estudam" pede verbo no plural, porque o pronome "que" retoma "alunos": "Ele é um dos alunos que mais estudam". "Um ou outro" também fica no singular: "Um ou outro aluno faltou".

Quando o pronome é "que" ou "quem"

"Que" concorda com o antecedente. Em "Fui eu que fiz a pergunta", o verbo "fiz" vai para a primeira pessoa porque quem fala é "eu". "Quem" sempre pede verbo no singular: "Quem chegou primeiro sentou na frente".

Quando o "se" muda o sujeito

Esse é o caso que mais confunde. Com "se" indeterminado, o verbo fica no singular e não há sujeito: "Vende-se casa aqui" (sem sujeito, verbo singular). Com "se" apassivador, o sujeito existe e o verbo concorda com ele: "Vendem-se casas aqui" (sujeito "casas", verbo no plural). Se o que vem depois do verbo é plural, o verbo vai para o plural.

Quando o verbo é "haver", "ser" ou "existir"

"Haver" no sentido de existir é impessoal e fica sempre no singular: "Há problemas graves" e "Houve mudanças". "Ser" com horas e datas também concorda com o que vem depois: "São duas horas" e "É dia de prova". "Existir" é pessoal e concorda com o sujeito: "Existem problemas".

Como checar sua redação

Leia o texto em voz alta e, em cada verbo, pergunte quem faz a ação. Se você fizer isso nos parágrafos da tese e do desenvolvimento, que costumam ser os mais longos, já pega a maior parte dos problemas.

Vale lembrar que, na Competência I, o mesmo erro repetido pesa mais do que um erro isolado. Por isso, se você troca "ocorrem" por "ocorre" em um lugar, procure o mesmo deslize no resto do texto. Para entender onde a concordância entra na nota, o guia de competências da redação do Enem explica o peso de cada uma. Se quiser testar um texto seu, a correção pelas 5 competências aponta os desvios e mostra em qual parte da nota eles afetam.

Confira as regras de cada tema e a nota no site oficial do Inep, em gov.br/inep.

A Canetada é independente e não tem vínculo com o Inep nem com o MEC. Confira datas e regras em gov.br/inep. A nota da correção é uma estimativa de treino.